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Mulheres que conduzem não se importam de ser violadas

Sexta-feira, 13.02.15

 

Um historiador saudita tem sido alvo de várias críticas, depois de ter afirmado que as mulheres ocidentais conduzem carros porque não se importam de serem violadas na berma da estrada. Ao contrário do que acontece na Arábia Saudita.

 

Estas declarações, segundo o Independent, foram proferidas num programa de televisão, que discute direitos humanos e direitos das mulheres, no passado dia 11 de Janeiro. Saleh al-Saadoon pretendia justificar a proibição das mulheres de conduzirem na Arábia Saudita.

 

No passado mês de Dezembro, duas mulheres sauditas não respeitaram a proibição de conduzir e estão a ser julgadas por terrorismo.

 

A apresentadora, Nadeen Bdeir, ficou de tal maneira incrédula com a afirmação, que voltou a questionar Saleh al-Saadoon. O convidado explicou que, na Arábia Saudita, isto é uma questão muito mais social e religiosa do que uma pessoal para as mulheres. “Não é um grande problema para elas, a não ser o facto de afetar a sua moralidade”.

 

A partir daí, começou uma discussão entre a apresentadora e o historiador. Al-Saadoon referiu ainda que as mulheres sauditas deviam estar gratas por estarem a ser conduzidas por familiares do sexo masculino: “São tratadas como rainhas”, acrescentou.

 

Bdeir ainda o confronta com a questão de várias mulheres já terem sido violadas pelos motoristas. E até para isso o historiador apresentou uma resposta: “A solução é trazer mulheres motoristas do estrangeiro para conduzirem as nossas mulheres”

 

Estes sauditas são de facto uns loucos, que acreditam nas barbaridades que dizem. Enfim... Coitadas daquelas mulheres!

 

 

 

 

 
 

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