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O vídeo que o CDS quer apagar e que fala dos milhões roubados aos Portugueses

Sexta-feira, 18.09.15

São casos de corrupção em Portugal, casos de corrupção que aconteceram antes da governação de José Sócrates. São os casos conhecidos dos Submarinos, Pandur e Helicópteros que o CDS quer apagar. O PS não destruiu o país sozinho…

 

 

Num debate na SIC-Notícias, desviando-se inesperadamente do tema do debate, Diogo Feio disse a Catarina Martins que “a bem da sanidade política, seria bom que o site Esquerda.net retirasse as referências que lá tem, e vídeos em relação aos submarinos, que vão contra uma decisão judicial que foi tomada”. Na resposta, a porta-voz do Bloco sublinhou que “os tribunais da Alemanha declararam que houve corrupção”. O eurodeputado do CDS ripostou que estava a falar dos tribunais portugueses, e logo regressou ao tema dos indicadores económicos.

 

O vídeo que incomoda Diogo Feio foi publicado pelo portal esquerda.net em 2009. Trata-se de um resumo da passagem do CDS pelos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, marcada por suspeitas de corrupção investigadas pela justiça, pelos despachos emitidos nas últimas horas do governo e pela retirada de dezenas de milhares de fotocópias de documentos do Ministério da Defesa.

 

Desde essa altura, já foi republicado por muitos utilizadores e é provavelmente o vídeo sobre o partido de Paulo Portas com mais visualizações nas redes sociais. Segundo o entendimento de Diogo Feio, o arquivamento do processo dos submarinos pelo Ministério Público equivale à absolvição dos envolvidos no negócio milionário das comissões.

 

Ao invés, o bloquista João Semedo, que integrou a comissão parlamentar de inquérito aos submarinos, sublinha que o despacho confirma precisamente que o atual vice-primeiro ministro “excedeu o mandato conferido pelo Conselho de Ministros em 2003, ao celebrar um contrato de compra diferente dos termos estabelecidos na adjudicação”.

 

Além disso, Portas conduziu as negociações que alteraram a forma de cálculo do preço e das contrapartidas e trouxe o BES para o consórcio que financiou a compra. Foi ainda Paulo Portas quem negociou diretamente com Ricardo Salgado o aumento da margem de lucro para os bancos.

 

 

 

 

 

Fonte.: Esquerda.net

 

 
 

 

 

 

 

 

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